quarta-feira, 23 de junho de 2010
Cheia de nhénhénhé
cafuné.
Massagem
até o pé.
Mesmo
com chulé.
Fique
para o café.
Vai com meu beijo,
até.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Do riso e do esquecimento do fim
Quando já dizíamos, a uma só voz, aquela crônica triste de Paulo Mendes Campos: "Às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba..."
Quando já separávamos, olhos marejados, os livros e os discos...
Quando o Neruda já estava no fundo da caixa de mudança...
Quando mirávamos, no mesmo instante, a nossa foto feliz no porta-retratos...
Quando não tínhamos nem mais ânimo para as clássicas D.R´s - discussões de relação...
Ave, palavra, até o gato, nervoso, sem saber com quem ficaria, quebrava coisas dentro de casa àquela altura.
Estava na cara: aquele feliz casal já era.
O cheiro do fim tomara todos os cômodos, a rua, o quarteirão, o bairro, a cidade, o mundo...
Quando só restava cantar uma música de fossa do Chico... "Aquela aliança você pode empenhar ou derreter..."
Quando só restava a impressão de que eu já vou tarde...
Sim, o quadro era realmente trágico, não se tratava de exagero nosso. Sabe quando resta apenas o silêncio e o descaso?
De tanta inércia, faltava até força para que houvesse a separação física, faltava força para arruma as malas, para ir morar no Lameiro, lá no Crato, ou na casa de um amigo.
Ah, amigo, quer saber quem bateu o ponto final da história do casamento?
Ela, claro, você acha que homem tem coragem para acabar qualquer coisa?
O estranho é que ela não disse, em nenhum momento, que não gostava mais do pobre mancebo. Aquilo me encucava. Porque um homem, como disse o velho Antonio Maria, nunca se conforma em separar-se sem ouvir bem direitinho, no mínimo quinhentas vezes, que a mulher não gosta mais dele, por que e por causa de quem etc etc.
E nesse clima de fim sem fim os dias foram passando... Até que chegou o domingo.
Eu acabara de levantar do amigo sofá, que havia se transformado no meu leito, quando ela passou com uma cara de impaciência e desassossego. Mais que isso: com vontade de matar gente!
Era a cara que fazia quando estava faminta. Sabe mulher que fica louca quando a fome aperta?
Vi aquela cena e cai na gargalhada. A princípio ela estranhou... Mas sacou tudo e danou-se a morrer de rir igualmente. Nos abraçamos e rimos e rimos e rimos e rimos daquilo tudo, rimos da nossa fraqueza em não dar a volta por cima, rimos do nosso silêncio sem sentido, rimos desses casais que se separam logo na primeira crise, rimos da falta de forças para enfrentar os maus bocados, rimos, rimos, rimos...
E um casal que ainda ri junto tem muita lenha verde para gastar na vida e fazer cuscuz com bode. Agora ela está deitada, linda, cheirosa, gostosa, psiu!, silêncio, ela dorme enquanto escrevo essa crônica!
Xico Sá
segunda-feira, 14 de junho de 2010
sinestesia
o chá é de cidreira.
o gosto é de hortelã.
o cheiro é de pitanga,
ou de bergamota?
mas parece guaraná!
a cor é de jambo,
mas na verdade é damasco!
o som é desafinado,
mas a voz um veludo,
tipo pêssego, não em calda.
mas o que eu gosto mesmo é de manga-rosa!
- maga-rosa dá no pé?
manga-rosa não dá,
nem empresta,
manga-rosa só vejo quando já madurou e caiu,
e quando eu chego pra pegar,
manga-rosa já saiu,
deu no pé!
deixou o cheiro do café.
e o incenso de maçã,
que queimou, queimou, queimou, queimou...
e quando o chá acabou,
ele apagou.
deixou somente o vermelho cereja
nos olhos de tristeza
e a saudade.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
onde a Globo não chegou
pincela,
de blusa amarela
e meia na canela,
uma donzela,
pela passarela,
bela,
gabriela.
cadela!
tagarela...
comendo mortadela
no pé da seriguela,
vai cuidar da moela
queimando na panela,
Manuela.
E Rafaela,
também pudera,
como tela,
assiste a janela.
Aos poetas
sexta-feira, 28 de maio de 2010
ensaio
pincela
uma donzela
camisa amarela
meia na canela
pela passarela
bela,
Gabriela.
CADELA!
Tagarela,
comendo mortadela.
Pela janela.
domingo, 23 de maio de 2010
IMAGEM
que não faz eco.
Vive comigo,
meu próprio umbigo.
2. Vazio na tela branca,
esclarece com pincel.
O olho escolhe a tinta óleo,
enquadra-se Coco Channel.
3. Saudade,
Idade,
Bondade.
Sem imagem,
na verdade.
4. Será meu azul o teu?
Será teu verde o meu?
O que olho por mim,
faz-se diferente,
o que viu Caim.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Não lhe mostro todos os bichos que tenho...
sexta-feira, 23 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Ainda que seja de noite...
É um grande conforto.
terça-feira, 20 de abril de 2010
depois da meia noite era assim...
se aí me quisesse,
se aí me fizesse...
aí estaria,
a ti te queria,
aí me faria...
quereres de um rapaz gelado,
e de pescoço quadriculado...
ainda com saudades."
sobre a lei...
Lei Nº 13.995, De 10 De Junho De 2005(Projeto de Lei nº 161/05, do Vereador Adolfo Quintas – PSDB)
Dispõe sobre a criação de estacionamento de bicicletas em locais abertos à freqüência de público e dá outras providências.
JOSÉ SERRA, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 11 de maio de 2005, decretou e eu promulgo a seguinte lei:
Art. 1º Fica estabelecida a obrigatoriedade de criação de estacionamentos para bicicletas em locais de grande afluxo de público, em todo Município de São Paulo.
Art. 2º Para fins desta lei entende-se como locais públicos de grande afluxo os seguinte estabelecimentos:
a) órgãos públicos municipais;
b) parques;
c) shopping centers;
d) supermercados;
e) instituições de ensinos públicos e privados;
f) agências bancárias;
g) igrejas e locais de cultos religiosos;
h) hospitais;
i) instalações desportivas;
j) museus e outros equipamentos de natureza culturais (teatro, cinemas, casas de cultura, etc.);
k) indústrias.
Art. 3º A segurança dos ciclistas e dos pedestres deverá ser determinante para a definição do local na implantação do estacionamento de bicicletas.
Art. 4º Os estacionamentos de bicicletas poderão ser de dois tipos, a saber:
I – bicicletários – local destinado ao estacionamento de bicicletas, por período de longa duração, podendo ser público ou privado;
II – paraciclo – local em via pública, destinado ao estacionamento de bicicletas, por período de curta e média duração.
Art. 5º O Executivo regulamentará esta lei no prazo de 60 (sessenta) dias.
Art. 6º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 7º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 10 de junho de 2005, 452º da fundação de São Paulo.JOSÉ SERRA, PREFEITOFREDERICO VICTOR MOREIRA BUSSINGER, Secretário Municipal de TransportesWALTER MEYER FELDMAN, Secretário Municipal de Coordenação das SubprefeiturasFRANCISCO VIDAL LUNA, Secretário Municipal de PlanejamentoPublicada na Secretaria do Governo Municipal, em 10 de junho de 2005.ALOYSIO NUNES FERREIRA FILHO, Secretário do Governo Municipal
http://www.apocalipsemotorizado.net/2005/06/10/lei-13995-estacionamentos-para-bicicletas/
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Heróis Invisíveis
Fui de bike a um ensaio aberto de uma peça no Sesi (Av. Paulista), na hora de estacioná-la:
- Estacionamento só para carros e motos!
Estacionamento ao lado do Sesi:
- Somente carros e motos!- Eu pago como se minha bicicleta fosse uma moto...
- Não!
Na cidade que 'tem de tudo', não tem um lugar adequado pra guardar bicicleta.
Entenda por lugar adequado uma simples grade na qual seja possível amarrar a bike com a corrente, não estou pedindo por um super estacionamento de bicicletas.
O pior é ver depois a galera com a bunda na cadeira discutindo sobre 'Como salvar o mundo?'.
Quer salvar o mundo?
Pense nisso então:
Se você tem uma bike na sua casa, que tal dar um descanso para o seu carro e ir com ela pra alguns lugares?!
Bem, mas se você não abre mão do conforto mórbido do carro, ok! Mas dentro dele, respeite quem vai de bike! Dar seta quando for virar, olhar antes de abrir, não falar no celular enquanto dirigir... Nada que a Auto Escola não tenha te ensinado!
Pense que aquela bike poderia ser mais um carro na sua frente...
Nós, corajosos ciclistas urbanos do século XXI, de fato precisamos de uma ciclovia!
Mas sejamos realistas, somos invisíveis! Até isso acontecer.... senta que lá vem a história....
Enquanto isso, vamos manifestar a gentileza no trânsito!
Bem, e não esquecendo do estacionamento, quando chegamos ao nosso destino, precisamos estacionar a bike!
Para quem não sabe (como eu não sabia), existe uma lei que todos os estabelecimentos públicos e de grande circulação são obrigados a oferecerem algumas vagas no estacionamento para bicicletas!
Vamos nos inteirar dessa lei e fazer com que ela seja cumprida!
Que essa dificuldade, esse trambolho como a bicicleta é vista pelos homens sérios, nos dê mais fôlego para nossas pedaladas!
Vá de bike!
Um dia eles vão nos ver...



