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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Palavras de Gentileza


nós que passamos apressados
pelas ruas da cidade
merecemos ler as letras
e as palavras de gentileza


.
Rua Ministro Godoy com Avenida Sumaré
.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Arrivederci!

Eu vou pro mato!
Serene, sozinha...
Silêncio.

Horas e horas e
horas e horas...
Mais que cinco!
Quase dez!

De mato,
de pedra.
Até a mais alta!

Eu vou!
Viver no verde,
violeta,
voar...

domingo, 4 de julho de 2010

Love Song da V de Vozes

Não adianta nem tentar,
me esquecer.
Durante muito tempo em sua vida,
eu vou viver...


Logo eu que te pedi
para que tudo fosse falado entre a gente.
Hoje eu não consegui!
Travei,
ali na sua frente...

Ainda pensei, se fosse falar:
- Nossa! Como suas unhas estão compridas!
Conseguiria sem gaguejar...
Culpa do meu signo, talvez...
Virginianos chatos!
Que estupidez...

Só queria te falar:
- Como eu gosto das suas mãos!
Seus dedos,
suas unhas,
sua textura!

Hoje eu não consegui,
Mas ainda vou te falar!
E não importa se eu gaguejar...
- Como eu gosto das suas mãos!


Detalhes tão pequenos de nós dois...

Radionovela da V de Vozes

Locutor:
Ao conhecer Arlequim,
Colombina pôs um fim
na relação sólida com Pierrot.
Este, sem entender patavina,
encontra Colombina,
e tenta convencê-la
a não ser tão libertina...

Pierrot:
Colombina,
por favor,
chega de rimar amor com dor!

Colombina:
Ah! Pelamoor!!
É você que me afeta,
pois é péssimo poeta,
não anda de bicicleta,
não gosta de poesia concreta,
reclama da minha bisneta,
e tá precisando fazer dieta...

Pierrot:
Oh, não concubina,
digo, Colombina!
O meu idílio vai terminar em martírio,
o lírio será delírio,
só vou enxergar com colírio,
e o áudio vai terminar em vídeo!

Colombina:
Well well well...
como você é mirim!
você não consegue ser menos previsíwell?
Sei lá... como Arlequim,
um outro níwell,
sabe assim?!
Escrevi o primeiro verso como eu quis...
e ele rimou meu poema com uma palavra xis...

Pierrot:
Mas, oh meu querubim,
como você pode comparar este sujeito chinfrim,
a mim?!
Que você chamava de pim-pim...

Colombina:
Fiz o que bem me aprouve!
"Fui feliz enquanto amor entre nós houve...
Agora serei feliz com um pé de couve!"¹

Pierrot:
Então, vá!
Ingrata!
Alopata!
Pirata!
Vira-lata!
Abstrata!
Burocrata!
Candidata a barata!

Colombina:
Eu hein?!
Está bem!
Neném sem vintém!
Mas também,
porém,
pois me convém,
fique com meu desdém!

Pierrot:
... e com um harém!

Locutor:
Qüém-qüém!

Pierrot:
E você com aquele minduim!

Colombina:
Quem?!
Arlequim?!

Pierrot:
É sim!
Guaxumim!
Pirulim!
Um anão de jardim!

Colombina:
Oh não!
Pobre de mim...

Locutor:
E foi assim,
senhoras e senhores,
que terminou o triste caso da Cafetina que berrou!
Digo, da Colombina com Pierrot!

(Arlequim! Estou com fome! Me traz o capim...)


¹frase do poeta Chacal
Como Colombina: Nathalia Maria
Como Pierrot: Daniel Minchoni
Como Locutor: o locutor (Fabio Malavoglia)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

V de Vozes

Última apresentação da Oficina V de Verso!

Compareçam!!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

sinestesia

o incenso é de maçã.
o chá é de cidreira.
o gosto é de hortelã.
o cheiro é de pitanga,
ou de bergamota?
mas parece guaraná!
a cor é de jambo,
mas na verdade é damasco!
o som é desafinado,
mas a voz um veludo,
tipo pêssego, não em calda.
mas o que eu gosto mesmo é de manga-rosa!
- maga-rosa dá no pé?
manga-rosa não dá,
nem empresta,
manga-rosa só vejo quando já madurou e caiu,
e quando eu chego pra pegar,
manga-rosa já saiu,
deu no pé!
deixou o cheiro do café.
e o incenso de maçã,
que queimou, queimou, queimou, queimou...
e quando o chá acabou,
ele apagou.
deixou somente o vermelho cereja
nos olhos de tristeza
e a saudade.

(Nathalia Maria e Aislan Munin)

domingo, 6 de junho de 2010

O OLHAR NA POESIA


Sim, eu sou a 'Nathalia Maria' do convite!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Casa comigo?

Caso por acaso,
num dia.
Caso hoje,
de longe.
Caso,
descaso,
faço caso.
Caso.

sábado, 29 de maio de 2010

onde a Globo não chegou

por ela
pincela,
de blusa amarela
e meia na canela,
uma donzela,
pela passarela,
bela,
gabriela.
cadela!
tagarela...
comendo mortadela
no pé da seriguela,
vai cuidar da moela
queimando na panela,
Manuela.
E Rafaela,
também pudera,
como tela,
assiste a janela.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

ensaio

Por ela
pincela
uma donzela
camisa amarela
meia na canela
pela passarela
bela,
Gabriela.
CADELA!
Tagarela,
comendo mortadela.
Pela janela.

domingo, 23 de maio de 2010

IMAGEM

1. No meio de mim um buraco,
que não faz eco.
Vive comigo,
meu próprio umbigo.

2. Vazio na tela branca,
esclarece com pincel.
O olho escolhe a tinta óleo,
enquadra-se Coco Channel.

3. Saudade,
Idade,
Bondade.
Sem imagem,
na verdade.

4. Será meu azul o teu?
Será teu verde o meu?
O que olho por mim,
faz-se diferente,
o que viu Caim.

(feitos para exercício na oficina V de Verso)

quarta-feira, 24 de março de 2010

te(a)mo

temo
teamo
temos
tenho
teor
amor
temor

quinta-feira, 18 de março de 2010