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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Palavras de Gentileza


nós que passamos apressados
pelas ruas da cidade
merecemos ler as letras
e as palavras de gentileza


.
Rua Ministro Godoy com Avenida Sumaré
.

sábado, 29 de maio de 2010

Aos poetas

O que vocês sonham??? "Fazer a poesia sair do papel e pairar plena e bela sobre o coração do Brasil"¹? Viver vidas de poetas, ter um olho claro e luzidio para o rosa crescente do ouro aurora e a prata clara da leve lua? Caminhar para fora do escritório da fábrica da prancheta para abrir a porta e pisar com pés nus sobre a grama? Cantar tudo que ainda há de verde e belo e verdadeiro? Sorver a plenos pulmões esta vida de paixões e prazer e amores e lágrimas doces e ao envelhecer ter a voz temperada da sabedoria dos que não se furtaram a se doar? Uma vida de artistas saltimbancos trovadores? Sentir a vitória dos aplausos e a alegria nos sorrisos que vocês gerarem? Então MOVE ON!!! Isso não vai acontecer sem que VOCÊS - e quando digo vocês, digo TODOS NÓS - se movam se esforcem estorcem briguem lutem busquem se comprometam. Estamos precisando de belos textos sobre o olhar - pela ciência, pela arte, pela religião, pela filosofia. SO...MOVE ON! Avante Vês di Versos!!! A Poesia é mais!!!

Fabio Malavoglia
¹frase de Chacal

terça-feira, 20 de abril de 2010

sobre a lei...

Lei 13.995 – estacionamentos para bicicletas
Lei Nº 13.995, De 10 De Junho De 2005(Projeto de Lei nº 161/05, do Vereador Adolfo Quintas – PSDB)

Dispõe sobre a criação de estacionamento de bicicletas em locais abertos à freqüência de público e dá outras providências.

JOSÉ SERRA, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 11 de maio de 2005, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º Fica estabelecida a obrigatoriedade de criação de estacionamentos para bicicletas em locais de grande afluxo de público, em todo Município de São Paulo.

Art. 2º Para fins desta lei entende-se como locais públicos de grande afluxo os seguinte estabelecimentos:
a) órgãos públicos municipais;
b) parques;
c) shopping centers;
d) supermercados;
e) instituições de ensinos públicos e privados;
f) agências bancárias;
g) igrejas e locais de cultos religiosos;
h) hospitais;
i) instalações desportivas;
j) museus e outros equipamentos de natureza culturais (teatro, cinemas, casas de cultura, etc.);
k) indústrias.

Art. 3º A segurança dos ciclistas e dos pedestres deverá ser determinante para a definição do local na implantação do estacionamento de bicicletas.

Art. 4º Os estacionamentos de bicicletas poderão ser de dois tipos, a saber:
I – bicicletários – local destinado ao estacionamento de bicicletas, por período de longa duração, podendo ser público ou privado;
II – paraciclo – local em via pública, destinado ao estacionamento de bicicletas, por período de curta e média duração.

Art. 5º O Executivo regulamentará esta lei no prazo de 60 (sessenta) dias.

Art. 6º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 7º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 10 de junho de 2005, 452º da fundação de São Paulo.JOSÉ SERRA, PREFEITOFREDERICO VICTOR MOREIRA BUSSINGER, Secretário Municipal de TransportesWALTER MEYER FELDMAN, Secretário Municipal de Coordenação das SubprefeiturasFRANCISCO VIDAL LUNA, Secretário Municipal de PlanejamentoPublicada na Secretaria do Governo Municipal, em 10 de junho de 2005.ALOYSIO NUNES FERREIRA FILHO, Secretário do Governo Municipal

http://www.apocalipsemotorizado.net/2005/06/10/lei-13995-estacionamentos-para-bicicletas/

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Heróis Invisíveis

Fui de bike a um ensaio aberto de uma peça no Sesi (Av. Paulista), na hora de estacioná-la:

- Estacionamento só para carros e motos!

Estacionamento ao lado do Sesi:

- Somente carros e motos!

- Eu pago como se minha bicicleta fosse uma moto...

- Não!

Na cidade que 'tem de tudo', não tem um lugar adequado pra guardar bicicleta.

Entenda por lugar adequado uma simples grade na qual seja possível amarrar a bike com a corrente, não estou pedindo por um super estacionamento de bicicletas.

O pior é ver depois a galera com a bunda na cadeira discutindo sobre 'Como salvar o mundo?'.

Quer salvar o mundo?

Pense nisso então:

Se você tem uma bike na sua casa, que tal dar um descanso para o seu carro e ir com ela pra alguns lugares?!

Bem, mas se você não abre mão do conforto mórbido do carro, ok! Mas dentro dele, respeite quem vai de bike! Dar seta quando for virar, olhar antes de abrir, não falar no celular enquanto dirigir... Nada que a Auto Escola não tenha te ensinado!

Pense que aquela bike poderia ser mais um carro na sua frente...

Nós, corajosos ciclistas urbanos do século XXI, de fato precisamos de uma ciclovia!

Mas sejamos realistas, somos invisíveis! Até isso acontecer.... senta que lá vem a história....

Enquanto isso, vamos manifestar a gentileza no trânsito!

Bem, e não esquecendo do estacionamento, quando chegamos ao nosso destino, precisamos estacionar a bike!

Para quem não sabe (como eu não sabia), existe uma lei que todos os estabelecimentos públicos e de grande circulação são obrigados a oferecerem algumas vagas no estacionamento para bicicletas!

Vamos nos inteirar dessa lei e fazer com que ela seja cumprida!

Que essa dificuldade, esse trambolho como a bicicleta é vista pelos homens sérios, nos dê mais fôlego para nossas pedaladas!

Vá de bike!

Um dia eles vão nos ver...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Mistério da Antena

O detetive sai para caçar e fala:
- O que é isso? Não é justo!
Ele viu no cinema Monstros X Aliens.
(Não! Não! Está errado, é VS. Não tem X.)
Quando saí do cinema tem um bicho de 4 cabeças.
Ele pensou que era de 100 cabeças.
Daí, quando chegou em casa, falou:
- Mãe, eu não vou mais sair na floresta porque tem um bicho de 4 cabeças.
[Juberto Carlos]
Primeira história que escreveu em seu diário.
Com 6 anos, e conhecimento no formato das letras, mas não no som.
Juberto Carlos é seu pseudônimo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

na virada é assim


. peixe - para o ano ir pra frente!
. lentilha - para ter dinheiro!
. roupa nova - ano novo!
. calcinha da cor do que se quer para o ano!
. champagne - para brindar!
. vela - cadinho de fé! e luz para o novo ano!
. meia-noite comprimente uma pessoa do sexo oposto - sorte no amor!
. pessoas queridas - para que fiquem por todo ano!
. amor amor muito amor - para ter o ano inteiro!
e Feliz Ano Novo!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

14 de dezembro

como a última bolacha do pacote,
hoje é o primeiro dia da última semana da primavera.
o espetáculo começa!
todas as flores se abrirão,
exibindo todas as cores,
todos os cheiros.
nada mais há que se querer,
nada mais há pra te desejar.
é pra ti que o show vai começar!
parabéns =)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

M U D A

Veja o mundo por outras perspectivas.
Trilhe outros caminhos, chegue por novas ruas, sem pressa, observe cada lugar por onde passa. Esteja disposto.
Tenha coragem.
Dê sentido.
Comece outra vez, transforme, mude.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

domingo, 17 de maio de 2009

meu Brasil

Um português de Lisboa viajava à toa e onde já se viu?
remando numa canoa parou, gente boa, cá no Brasil
E viu pelo ar lindos saltos de um povo a pedir um gol
e viu as canções de Elis nas estrelas a se espalhar
de puro arrepio num doido navio do céu andar
os tais vícios e os versos Vinícius sentiu brilhar
e um louco poeta ufanista de vista conhece num bar
e viu Pixinguinha compor as canções que o vento não dá
e todos os loucos profetas da cabala tropical
escrevem seus textos pretextos mais loucos pro carnaval
e viu a gaivota imitando Garrincha a driblar o mar
e viu o olhar de Cartola na bola da lua
as rosas não falam apenas exalam o que faltar
pra que sobre um louco celeiro pro mundo quando acabar
[Oswaldo Montenegro]

domingo, 26 de abril de 2009

blá blá blá do principezinho com a raposa

- Que quer dizer "cativar"?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse ele.
- Vou - disse a raposa.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei, sim - disse a raposa - por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu ele, para não se esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa...

[trechos da conversa do Pequeno Príncipe com a raposa
Antoine de Saint-Exupéry ]

quarta-feira, 18 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

quinta-feira, 12 de março de 2009

dia-a-dia



Trabalho da CIA DE FOTO desenvolvido pelo MAM-SP.
Ensaio sobre intimidade e cotidiano do coletivo.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

sem mandamentos

Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver você andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Eu quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
E que triunfe a força da imaginação

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Manifesto dos Invisíveis

Motorista, o que você faria se dissessem que você só pode dirigir em algumas vias especiais, porque seu carro não possui airbags? E que, onde elas não existissem, você não poderia transitar?

Para nós, cidadãos que utilizam a bicicleta como meio de transporte, é esse o sentimento ao ouvir que “só será seguro pedalar em São Paulo quando houver ciclovias”, ou que “a bicicleta atrapalha o trânsito”. Precisamos pedalar agora. E já pedalamos! Nós e mais 300 mil pessoas, diariamente. Será que deveríamos esperar até 2020, ano em que Eduardo Jorge (secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo) estima que teremos 1.000 quilômetros de ciclovias? Se a cidade tem mais de 17 mil quilômetros de vias, pelo menos 94% delas continuarão sem ciclovia. Como fazer quando precisarmos passar por alguma dessas vias? Carregar a bicicleta nas costas até a próxima ciclovia? Empurrá-la pela calçada?

Ciclovia é só uma das possibilidades de infra-estrutura existentes para o uso da bicicleta. Nosso sistema viário, assim como a cidade, foi pensado para os carros particulares e, quando não ignora, coloca em segundo plano os ônibus, pedestres e ciclistas. Não precisamos de ciclovias para pedalar, assim como carros e caminhões não precisam ser separados. O ciclista tem o direito legal de pedalar por praticamente todas as vias, e ainda tem a preferência garantida pelo Código de Trânsito Brasileiro sobre todos os veículos motorizados. A evolução do ciclismo como transporte é marca de cidadania na Europa e de funcionalidade na China. Já temos, mesmo na América do Sul, grandes exemplos de soluções criativas: Bogotá e Curitiba.

Não clamamos por ciclovias, clamamos por respeito. Às leis de trânsito colocam em primeiro plano o respeito à vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns motoristas. Estes motoristas felizmente são minoria, mas uma minoria que assusta e agride.

A recente iniciativa do Metrô de emprestar bicicletas e oferecer bicicletários é importante. Atende a uma carência que é relegada pelo poder público: a necessidade de espaço seguro para estacionar as bikes. Em vez de ciclovias, a instalação de bicicletários deveria vir acompanhada de uma campanha de educação no trânsito e um trabalho de sinalização de vias, para informar aos motoristas que ciclistas podem e devem circular nas ruas da nossa cidade. Nos cursos de habilitação não há sequer um parágrafo sobre proteger o ciclista, sobre o veículo maior sempre zelar pelo menor. Eventualmente cita-se a legislação a ser decorada, sem explicá-la adequadamente. E a sinalização, quando existe, proíbe a bicicleta; nunca comunica os motoristas sobre o compartilhamento da via, regulamenta seu uso ou indica caminhos alternativos para o ciclista. A ausência de sinalização deseduca os motoristas porque não legitima a presença da bicicleta nas vias públicas.

A insistência em afirmar que as ruas serão seguras para as bicicletas somente quando houver milhares de quilômetros de ciclovias parece a desculpa usada por muitos motoristas para não deixar o carro em casa. “Só mudarei meus hábitos quando tiver metrô na porta de casa”, enquanto continuam a congestionar e poluir o espaço público, esperando que outros resolvam seus problemas, em vez de tomar a iniciativa para construir uma solução.

Não podemos e não vamos esperar. Precisamos usar nossas bicicletas já, dentro da lei e com segurança. Vamos desde já contribuir para melhorar a qualidade de vida da nossa cidade. Vamos liberar espaços no trânsito e não poluir o ar. Vamos fazer bem para a saúde (de todos) e compartilhar, com os que ainda não experimentaram, o prazer de pedalar.

Preferimos crer que podemos fazer nossa cidade mais humana, do que acreditar que a solução dos nossos problemas é alimentar a segregação com ciclovias. Existem alternativas mais rápidas e soluções que serão benéficas a todos, se pudermos nos unir para construirmos juntos uma cidade mais humana.

A rua é de todos. A cidade também.

Nós, ciclistas, que também somos o trânsito:

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

2009 Ano do Gorila

A ONU declara o ano de 2009 como Ano do Gorila.
A espécie que tem 94,8% de semelhança com o ser humano, está ameaçada de extinção por causa da poluição, doenças como ebola, mudança climática, caça predatória exagerada e conflito armado.
Representantes da ONU esperam arrecadar US$ 630mil para projetos que combatam as ameaças desses animais.
'Precisamos fazer mais para conservar seu habitat' (Robert Hepworth.)