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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Que livro é você?

Pulando de blog em blog nessa 2ªfeira pós-Virada Cultural, que deveria ser feriado para recuperação das minhas pernócas...
Encontrei o teste:
Que livro é você?

Resultado:

"Antologia poética"
(Carlos Drummond de Andrade)
"O primeiro amor passou

O segundo amor passou
O terceiro amor passou
Mas o coração continua".
Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz.
"Antologia poética" (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.

"Morte e vida severina"
(João Cabral de Melo Neto)
Às vezes você tem uma séria vontade de estapear as pessoas, só para fazê-las acordarem e perceberem as injustiças deste mundo. Como podem viver em seus mundinhos banais, quando há quem passe fome e totalmente à margem de qualquer conforto ou assistência? Esta talvez seja a sua maior revolta. Por isso, você tenta fazer a sua parte. Talvez por meio de um trabalho voluntário, participando de movimentos populares ou somente se exaltando em rodas de amigos menos engajados. De qualquer maneira, você consegue de fato comover pessoas com seu discurso apaixonado e, ao mesmo tempo, baseado numa lógica de compaixão e igualdade que ninguém pode negar.
Essa missão é mais do que cumprida pelo belo "Morte e vida severina" (1966), poema dramático escrito pelo pernambucano Melo Neto que se tornou símbolo para uma geração em conflito com as consequências sociais geradas pelo capitalismo selvagem.

Sou (muito) eu!
[pelo menos eu acho...]
Não boto fé nesses trens de testes e tals...
Mas esse eu recomendo super!!
Quem fizer o teste, bora compartilhar o resultado!
Que livro é você?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Manifesto dos Invisíveis

Motorista, o que você faria se dissessem que você só pode dirigir em algumas vias especiais, porque seu carro não possui airbags? E que, onde elas não existissem, você não poderia transitar?

Para nós, cidadãos que utilizam a bicicleta como meio de transporte, é esse o sentimento ao ouvir que “só será seguro pedalar em São Paulo quando houver ciclovias”, ou que “a bicicleta atrapalha o trânsito”. Precisamos pedalar agora. E já pedalamos! Nós e mais 300 mil pessoas, diariamente. Será que deveríamos esperar até 2020, ano em que Eduardo Jorge (secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo) estima que teremos 1.000 quilômetros de ciclovias? Se a cidade tem mais de 17 mil quilômetros de vias, pelo menos 94% delas continuarão sem ciclovia. Como fazer quando precisarmos passar por alguma dessas vias? Carregar a bicicleta nas costas até a próxima ciclovia? Empurrá-la pela calçada?

Ciclovia é só uma das possibilidades de infra-estrutura existentes para o uso da bicicleta. Nosso sistema viário, assim como a cidade, foi pensado para os carros particulares e, quando não ignora, coloca em segundo plano os ônibus, pedestres e ciclistas. Não precisamos de ciclovias para pedalar, assim como carros e caminhões não precisam ser separados. O ciclista tem o direito legal de pedalar por praticamente todas as vias, e ainda tem a preferência garantida pelo Código de Trânsito Brasileiro sobre todos os veículos motorizados. A evolução do ciclismo como transporte é marca de cidadania na Europa e de funcionalidade na China. Já temos, mesmo na América do Sul, grandes exemplos de soluções criativas: Bogotá e Curitiba.

Não clamamos por ciclovias, clamamos por respeito. Às leis de trânsito colocam em primeiro plano o respeito à vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns motoristas. Estes motoristas felizmente são minoria, mas uma minoria que assusta e agride.

A recente iniciativa do Metrô de emprestar bicicletas e oferecer bicicletários é importante. Atende a uma carência que é relegada pelo poder público: a necessidade de espaço seguro para estacionar as bikes. Em vez de ciclovias, a instalação de bicicletários deveria vir acompanhada de uma campanha de educação no trânsito e um trabalho de sinalização de vias, para informar aos motoristas que ciclistas podem e devem circular nas ruas da nossa cidade. Nos cursos de habilitação não há sequer um parágrafo sobre proteger o ciclista, sobre o veículo maior sempre zelar pelo menor. Eventualmente cita-se a legislação a ser decorada, sem explicá-la adequadamente. E a sinalização, quando existe, proíbe a bicicleta; nunca comunica os motoristas sobre o compartilhamento da via, regulamenta seu uso ou indica caminhos alternativos para o ciclista. A ausência de sinalização deseduca os motoristas porque não legitima a presença da bicicleta nas vias públicas.

A insistência em afirmar que as ruas serão seguras para as bicicletas somente quando houver milhares de quilômetros de ciclovias parece a desculpa usada por muitos motoristas para não deixar o carro em casa. “Só mudarei meus hábitos quando tiver metrô na porta de casa”, enquanto continuam a congestionar e poluir o espaço público, esperando que outros resolvam seus problemas, em vez de tomar a iniciativa para construir uma solução.

Não podemos e não vamos esperar. Precisamos usar nossas bicicletas já, dentro da lei e com segurança. Vamos desde já contribuir para melhorar a qualidade de vida da nossa cidade. Vamos liberar espaços no trânsito e não poluir o ar. Vamos fazer bem para a saúde (de todos) e compartilhar, com os que ainda não experimentaram, o prazer de pedalar.

Preferimos crer que podemos fazer nossa cidade mais humana, do que acreditar que a solução dos nossos problemas é alimentar a segregação com ciclovias. Existem alternativas mais rápidas e soluções que serão benéficas a todos, se pudermos nos unir para construirmos juntos uma cidade mais humana.

A rua é de todos. A cidade também.

Nós, ciclistas, que também somos o trânsito:

sábado, 10 de janeiro de 2009

Exactitudes


Durante os últimos 14 anos o fotógrafo Ari Versluis fotografou pessoas de diferentes estilos e classes sociais, documentando-as no projeto Exactitudes e concluiu "uma gravação quase científica, antropológica, da tentativa das pessoas de distinguirem-se umas das outras assumindo uma identidade de grupo".


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

2009 Ano do Gorila

A ONU declara o ano de 2009 como Ano do Gorila.
A espécie que tem 94,8% de semelhança com o ser humano, está ameaçada de extinção por causa da poluição, doenças como ebola, mudança climática, caça predatória exagerada e conflito armado.
Representantes da ONU esperam arrecadar US$ 630mil para projetos que combatam as ameaças desses animais.
'Precisamos fazer mais para conservar seu habitat' (Robert Hepworth.)


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

hábitos em 2009

Para não esquecer, a loja de camisetas online Wire&Twine preparou uma lista com 50 maneiras de contribuir com o planeta.
Que estes sejam nossos hábitos em 2009.

domingo, 28 de dezembro de 2008

in photographs


Alan Taylor reuni fotografias que marcaram o ano de 2008.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

GREVE!

Alunos da Fundação Escola de Sociologia e Política de SP
Paramos!
Não para fazer jus a imagem que carrega um estudante de ciências sociais.
Mas porque somos gente! E assim queremos ser tratados.


A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, aumentou em 8,4% a mensalidade de seus cursos para o ano de 2009.
[Aumento acima da inflação, mas dentro do permitido pelo Ministério da Educação (MEC).]
A FESPSP cortou todas as parcerias conveniadas, as quais proporcionavam descontos para os alunos.
Toda instituição de ensino, é obrigada a oferecer à 20% dos alunos, bolsa integral (100%), o que não acontece na FESPSP.

Estamos manifestando pelos nossos direitos!
Queremos a volta dos convênios!
Queremos continuar estudando!
Queremos pagar por um valor justo de mensalidade!




Saiba mais:
http://fesplivre.blogspot.com/
http://picasaweb.google.com/davilymdourado
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