O gás tinha acabado, tanto que a pipoca e o brigadeiro foram feitos, digo mal feitos, no microondas.
Noite quente de verão, deitei com a cabeça de frente para janela que estava aberta, ao contrário do que o feng shui recomenda.
Céu aberto com estrelas sobreviventes ao teto paulistano e de repente um balão.
Bem, era uma luz meio avermelhada que subia como um balão, e subia... e subia... e subia... e peraí!
- Mãããããe!
- Agora parou de subir, sim está parado...
- Olha agora!
Para um lado, para o outro, quase um solo no céu.
PUF!
- Caramba! Acabou a luz!
Eletropaulo, coisa e tal, e tal e coisa, e luz de volta, e o balão no céu.
- Mas parece que está indo embora agora... tá indo... e tá indo... e foi!
- Boa noite!
- Boa noite!
(uns dias depois)
- Bom dia! Fiz um ovo mexido, você quer um pouco?
- Ovo mexido? Você trocou o gás?
- Não!
- Não?
- Eu esqueci que tinha acabado e fiz um ovo mexido...
- Mas como?
- Não sei!
E o gás durou até 8 de fevereiro.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
alguma coisa está fora de ordem
chove no inverno em terras com clima tropical
é gripe que mata que pleno século XXI
eu hein?!
é gripe que mata que pleno século XXI
eu hein?!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Dona Flor

Dona Flor, veja bem onde andas!
Entre Teodoro e Vadinho,
escolha o caminho!
Tu sabes que facilmente encantas!
Mais que o Jorge Amado
Teodoro é passado!
E sabes melhor que ninguém conjugar:
Eu, tu, ele, nós, vós e eles jamais!
Acho que deves mesmo é aproveitar
Viver, tu e eles e quem mais
Ah, Dona Flor, que ironia gritante!
Não te deixes ser colhida do jardim!
Prefira-te à vista dos passantes
Tome chuva, és assim
Enquanto alguns te querem num vaso
outros te desejam num caso
ou outra maneira que lhe agradar
Tudo para não lhe despetalar
E que mais se pode contra tí?
Senão querer e desejar e amar?
E amar é não morrer
É não saber, não ter coragem*
É o receio, o lamento
Nenhuma bobagem.
* Furtado do Gonçalves Dias em " Se se morre de amor"
Por Aislan Munin
Entre Teodoro e Vadinho,
escolha o caminho!
Tu sabes que facilmente encantas!
Mais que o Jorge Amado
Teodoro é passado!
E sabes melhor que ninguém conjugar:
Eu, tu, ele, nós, vós e eles jamais!
Acho que deves mesmo é aproveitar
Viver, tu e eles e quem mais
Ah, Dona Flor, que ironia gritante!
Não te deixes ser colhida do jardim!
Prefira-te à vista dos passantes
Tome chuva, és assim
Enquanto alguns te querem num vaso
outros te desejam num caso
ou outra maneira que lhe agradar
Tudo para não lhe despetalar
E que mais se pode contra tí?
Senão querer e desejar e amar?
E amar é não morrer
É não saber, não ter coragem*
É o receio, o lamento
Nenhuma bobagem.
* Furtado do Gonçalves Dias em " Se se morre de amor"
Por Aislan Munin
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Na hora da chuva
- Matheus você acredita que sua irmã está de bicicleta!?
- É, e ela ainda deve estar de meia e chinelo também...
[Matheus é o irmão por parte de pai com 5 anos]
- É, e ela ainda deve estar de meia e chinelo também...
[Matheus é o irmão por parte de pai com 5 anos]
quarta-feira, 22 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Se você me ama
Se você me ama
Mama no meu peito
Corta minha unha
Lava meu cabelo
Cura essa ferida
Sara essa coceira
Planta bananeira
Se você me ama
Tempera meu rango
Com tango e bolero
Veste amarelo
Raspa a sobrancelha
O que der na telha se você me a.....ma
Se você me adora
Como diz que adora
Calça meu sapato
Come no meu prato
Me leva pra rua
Me leva pra lua
Me leva embora
Se você me adora
Tira meu sossego
Persegue meu fado
Canta um reisado
Pula do telhado
O que der na telha se você me ado.....ra
Se você me ama
Toca a campainha
Acorda o edifício
Põe fogo no hospício
Sobe a prateleira
Grita, dá bandeira
Passa um telegrama
Se você me ama
Usa a minha blusa
Abusa do meu ar blasê
Rouba o caminhão
Me põe na
O que der na idéia se você me a.....ma
Se você me adora
Faz doce no tacho
Acha minha sombra
Entre os escombros
Tira meu retrato
Bebe o meu sangue
Me afoga no mangue
Se você me adora
Morde minha isca
Belisca meu lombo
Toca um blues rasgado
Rasga a odisséia
O que der na idéia se você me adora
O que der na telha se você me ama
O que der na telha se você me adora
O que der na telha se você me a.....ma
Me ado.....ra, me a.....ma
Mama no meu peito
Corta minha unha
Lava meu cabelo
Cura essa ferida
Sara essa coceira
Planta bananeira
Se você me ama
Tempera meu rango
Com tango e bolero
Veste amarelo
Raspa a sobrancelha
O que der na telha se você me a.....ma
Se você me adora
Como diz que adora
Calça meu sapato
Come no meu prato
Me leva pra rua
Me leva pra lua
Me leva embora
Se você me adora
Tira meu sossego
Persegue meu fado
Canta um reisado
Pula do telhado
O que der na telha se você me ado.....ra
Se você me ama
Toca a campainha
Acorda o edifício
Põe fogo no hospício
Sobe a prateleira
Grita, dá bandeira
Passa um telegrama
Se você me ama
Usa a minha blusa
Abusa do meu ar blasê
Rouba o caminhão
Me põe na
O que der na idéia se você me a.....ma
Se você me adora
Faz doce no tacho
Acha minha sombra
Entre os escombros
Tira meu retrato
Bebe o meu sangue
Me afoga no mangue
Se você me adora
Morde minha isca
Belisca meu lombo
Toca um blues rasgado
Rasga a odisséia
O que der na idéia se você me adora
O que der na telha se você me ama
O que der na telha se você me adora
O que der na telha se você me a.....ma
Me ado.....ra, me a.....ma
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super
segunda-feira, 6 de julho de 2009
in this morning
Eu poderia ter feito o melhor sanduíche pra ela.
Sim!
O mais gostoso que já houvera provado.
Que a fizesse lembrar pelos dias que ainda tem.
Eu quis fazer esse sanduíche!
Mas ele foi igual a todos os outros...
(Eu estava atrasada)
Nada justifica!
Eu podia ter feito.
Então que tal fazer o melhor?!
Mesmo que seja o sanduíche do café da manhã.
Sim!
O mais gostoso que já houvera provado.
Que a fizesse lembrar pelos dias que ainda tem.
Eu quis fazer esse sanduíche!
Mas ele foi igual a todos os outros...
(Eu estava atrasada)
Nada justifica!
Eu podia ter feito.
Então que tal fazer o melhor?!
Mesmo que seja o sanduíche do café da manhã.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?
Não sei mais...
Não sei mais...
terça-feira, 23 de junho de 2009
Olá!
Ó lá... lá ó!
Ali!
Oohh la...
Ola.
Lao.
Lao?
Tao,
cao,
pao,
mao,
rao,
fao,
bao,
blao,
bléo,
é?
Ao!
clao,
crao...
Rá! Crao..
Não!
Oooo-Lá.
Olá!
Tchau.
Ali!
Oohh la...
Ola.
Lao.
Lao?
Tao,
cao,
pao,
mao,
rao,
fao,
bao,
blao,
bléo,
é?
Ao!
clao,
crao...
Rá! Crao..
Não!
Oooo-Lá.
Olá!
Tchau.
terça-feira, 16 de junho de 2009
encaixe
Quando juntarmos você comigo...
Cordão umbilical e umbigo
A gente vai ser só um
Assim o fizemos.
Um corpo,
Um coração,
O mesmo suor.
Cordão umbilical e umbigo
A gente vai ser só um
Assim o fizemos.
Um corpo,
Um coração,
O mesmo suor.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
eu tenho uma teoria
no mundo existem 100 pessoas...
todos os outros são figurates!
e quando saem de cena, desaparecem...
pluf!!
todos os outros são figurates!
e quando saem de cena, desaparecem...
pluf!!
terça-feira, 2 de junho de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
meu Brasil
Um português de Lisboa viajava à toa e onde já se viu?
remando numa canoa parou, gente boa, cá no Brasil
E viu pelo ar lindos saltos de um povo a pedir um gol
e viu as canções de Elis nas estrelas a se espalhar
de puro arrepio num doido navio do céu andar
os tais vícios e os versos Vinícius sentiu brilhar
e um louco poeta ufanista de vista conhece num bar
e viu Pixinguinha compor as canções que o vento não dá
e todos os loucos profetas da cabala tropical
escrevem seus textos pretextos mais loucos pro carnaval
e viu a gaivota imitando Garrincha a driblar o mar
e viu o olhar de Cartola na bola da lua
as rosas não falam apenas exalam o que faltar
pra que sobre um louco celeiro pro mundo quando acabar
remando numa canoa parou, gente boa, cá no Brasil
E viu pelo ar lindos saltos de um povo a pedir um gol
e viu as canções de Elis nas estrelas a se espalhar
de puro arrepio num doido navio do céu andar
os tais vícios e os versos Vinícius sentiu brilhar
e um louco poeta ufanista de vista conhece num bar
e viu Pixinguinha compor as canções que o vento não dá
e todos os loucos profetas da cabala tropical
escrevem seus textos pretextos mais loucos pro carnaval
e viu a gaivota imitando Garrincha a driblar o mar
e viu o olhar de Cartola na bola da lua
as rosas não falam apenas exalam o que faltar
pra que sobre um louco celeiro pro mundo quando acabar
[Oswaldo Montenegro]
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
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