terça-feira, 10 de março de 2009

sabe,

ainda não encontrei a medida.

mas de buenas!

em algum lugar

Por favor, num canto da sala ficariam os instrumentos do jazz. Eles já foram entregues?
Endereço? Não, não sei qual é.
.
Boa tarde, preciso de linha pra costurar a meia do meu véim.
Sei lá que cor! Talvez marrom... eu lá vou saber!
.
Olá, por acaso você viu passando por aqui um cachorro bem grande bonito?
É um São Bernardo, você sabe qual é?
Não, não fugiu!
.
[é como se aquilo tudo nunca tivesse sequer existido - e não existiu.]
.
Taxada de louca!
Por ela mesma, já que ninguém mais a acompanhava tão de perto.
Tornou-se estranho seguir.
Nem bom, nem ruim, estranho.
Era hora de saber andar no escuro, mesmo sentindo o sol queimar em suas costas refletindo uma sombra estranha no chão.
Tudo era estranho.
E sua mente inquieta insistia:
'Para onde foram?'
.
"E a pior parte em se perder alguém é perder os sonhos que tínhamos com aquela pessoa."
[da peça - Apartamento 21]

sábado, 7 de março de 2009

terça-feira, 3 de março de 2009

"Às vezes

eu sinto solidão." (D. Graça)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

quero

mil cores,
mais barulho,
muitos cheiros,
todos os sabores,
e pelo menos 25 abraços por dia.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

eu me vi em fevereiro

Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

"Um homem precisa viajar.

Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.
Amir Klink

domingo, 15 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Acho que eu já.. não! Acho que não!

Me peguei escolhendo a roupa para ir pra lá.
Ei! Peraí,
acho que eu já fiz isso...
Será?
Sim!
Também, tão igual...
Não!
Diferente, tudo diferente!
Acho que eu já senti esse... ou não?
Que confusão!
É tão igual, tão diferente, tão igual, tão diferente, (...)
(chega)
Então eu canto.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tirei!

Parecia de potranca.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

sem mandamentos

Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver você andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Eu quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
E que triunfe a força da imaginação

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Não brinco mais!

Esperei a lua encher,
ela encheu, esvaziou.
Esperei pela semana,
que já acabou.
Ensaiei,
esperei por você.
Esperei mais que a nobre atitude,
de um silêncio covarde.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Como um pião,


movimento gera equilíbrio.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Manifesto dos Invisíveis

Motorista, o que você faria se dissessem que você só pode dirigir em algumas vias especiais, porque seu carro não possui airbags? E que, onde elas não existissem, você não poderia transitar?

Para nós, cidadãos que utilizam a bicicleta como meio de transporte, é esse o sentimento ao ouvir que “só será seguro pedalar em São Paulo quando houver ciclovias”, ou que “a bicicleta atrapalha o trânsito”. Precisamos pedalar agora. E já pedalamos! Nós e mais 300 mil pessoas, diariamente. Será que deveríamos esperar até 2020, ano em que Eduardo Jorge (secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo) estima que teremos 1.000 quilômetros de ciclovias? Se a cidade tem mais de 17 mil quilômetros de vias, pelo menos 94% delas continuarão sem ciclovia. Como fazer quando precisarmos passar por alguma dessas vias? Carregar a bicicleta nas costas até a próxima ciclovia? Empurrá-la pela calçada?

Ciclovia é só uma das possibilidades de infra-estrutura existentes para o uso da bicicleta. Nosso sistema viário, assim como a cidade, foi pensado para os carros particulares e, quando não ignora, coloca em segundo plano os ônibus, pedestres e ciclistas. Não precisamos de ciclovias para pedalar, assim como carros e caminhões não precisam ser separados. O ciclista tem o direito legal de pedalar por praticamente todas as vias, e ainda tem a preferência garantida pelo Código de Trânsito Brasileiro sobre todos os veículos motorizados. A evolução do ciclismo como transporte é marca de cidadania na Europa e de funcionalidade na China. Já temos, mesmo na América do Sul, grandes exemplos de soluções criativas: Bogotá e Curitiba.

Não clamamos por ciclovias, clamamos por respeito. Às leis de trânsito colocam em primeiro plano o respeito à vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns motoristas. Estes motoristas felizmente são minoria, mas uma minoria que assusta e agride.

A recente iniciativa do Metrô de emprestar bicicletas e oferecer bicicletários é importante. Atende a uma carência que é relegada pelo poder público: a necessidade de espaço seguro para estacionar as bikes. Em vez de ciclovias, a instalação de bicicletários deveria vir acompanhada de uma campanha de educação no trânsito e um trabalho de sinalização de vias, para informar aos motoristas que ciclistas podem e devem circular nas ruas da nossa cidade. Nos cursos de habilitação não há sequer um parágrafo sobre proteger o ciclista, sobre o veículo maior sempre zelar pelo menor. Eventualmente cita-se a legislação a ser decorada, sem explicá-la adequadamente. E a sinalização, quando existe, proíbe a bicicleta; nunca comunica os motoristas sobre o compartilhamento da via, regulamenta seu uso ou indica caminhos alternativos para o ciclista. A ausência de sinalização deseduca os motoristas porque não legitima a presença da bicicleta nas vias públicas.

A insistência em afirmar que as ruas serão seguras para as bicicletas somente quando houver milhares de quilômetros de ciclovias parece a desculpa usada por muitos motoristas para não deixar o carro em casa. “Só mudarei meus hábitos quando tiver metrô na porta de casa”, enquanto continuam a congestionar e poluir o espaço público, esperando que outros resolvam seus problemas, em vez de tomar a iniciativa para construir uma solução.

Não podemos e não vamos esperar. Precisamos usar nossas bicicletas já, dentro da lei e com segurança. Vamos desde já contribuir para melhorar a qualidade de vida da nossa cidade. Vamos liberar espaços no trânsito e não poluir o ar. Vamos fazer bem para a saúde (de todos) e compartilhar, com os que ainda não experimentaram, o prazer de pedalar.

Preferimos crer que podemos fazer nossa cidade mais humana, do que acreditar que a solução dos nossos problemas é alimentar a segregação com ciclovias. Existem alternativas mais rápidas e soluções que serão benéficas a todos, se pudermos nos unir para construirmos juntos uma cidade mais humana.

A rua é de todos. A cidade também.

Nós, ciclistas, que também somos o trânsito:

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

E se você fecha o olho


A menina ainda dança

sábado, 10 de janeiro de 2009

Exactitudes


Durante os últimos 14 anos o fotógrafo Ari Versluis fotografou pessoas de diferentes estilos e classes sociais, documentando-as no projeto Exactitudes e concluiu "uma gravação quase científica, antropológica, da tentativa das pessoas de distinguirem-se umas das outras assumindo uma identidade de grupo".


sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

À Dalva

Por que você é a mais bonita de todas?
Eu não queria ser você.
Talvez pra chamar a atenção dele todas as noites...
Mesmo assim! Queria ser uma Maria.
Ah! Maria nunca tá sozinha, e ele sabe disso.
Talvez descubra que Maria é boa companhia para ser pra sempre.
E você? Só é bonita?
Tá bom! Também gosto de você.
Mas pára de roubar a atenção dele!
Ou então, exale cheiro meu e cante no meu tom quando pra ti ele dedicar tempo...
Agora pode ir dormir.

[meados 2006]

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

2009 Ano do Gorila

A ONU declara o ano de 2009 como Ano do Gorila.
A espécie que tem 94,8% de semelhança com o ser humano, está ameaçada de extinção por causa da poluição, doenças como ebola, mudança climática, caça predatória exagerada e conflito armado.
Representantes da ONU esperam arrecadar US$ 630mil para projetos que combatam as ameaças desses animais.
'Precisamos fazer mais para conservar seu habitat' (Robert Hepworth.)