o cheiro era Victoria´s Secret,
a música do Los,
o lugar um casarão,
o sentimento de euforia.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Toda manhã ela faz tudo sempre igual,
e pede mais 10minutos pro despertador que toca às 6:30 do relógio 10minutos adiantado.
Os olhos ainda estrábicos, pega a toalha no quintal.
Liga o chuveiro enquanto tira o pijama, desliga quando decide a roupa.
Espera que a combinação mental se ajuste bem, até com clima e corpo do dia.
Quando acontece: esquenta o pão, quando não: come frio.
Seca a franja, corretivo na cara, perfume no corpo e por último...
... o sapato toc toc - 'El Matador', que já não mata mais.
Bota o óculos, mesmo sem sol, enquanto fecha a porta (não tranca com a chave, pois os outros logo sairão).
Confere: celular, bilhete único, cartão da empresa.
- Tudo aqui?
- Tudo aqui!
Guarda a caixinha do óculos, pega o mp3, a chave do portão (esse tranca com a chave, pois dá pra rua), liga o mp3, abre o portão, fecha o portão, olha pra rua e...
- Bom dia, dia!
Os olhos ainda estrábicos, pega a toalha no quintal.
Liga o chuveiro enquanto tira o pijama, desliga quando decide a roupa.
Espera que a combinação mental se ajuste bem, até com clima e corpo do dia.
Quando acontece: esquenta o pão, quando não: come frio.
Seca a franja, corretivo na cara, perfume no corpo e por último...
... o sapato toc toc - 'El Matador', que já não mata mais.
Bota o óculos, mesmo sem sol, enquanto fecha a porta (não tranca com a chave, pois os outros logo sairão).
Confere: celular, bilhete único, cartão da empresa.
- Tudo aqui?
- Tudo aqui!
Guarda a caixinha do óculos, pega o mp3, a chave do portão (esse tranca com a chave, pois dá pra rua), liga o mp3, abre o portão, fecha o portão, olha pra rua e...
- Bom dia, dia!
domingo, 8 de agosto de 2010
e me enforcando num abraço,
- Eu gosto de você!
- Quanto você gosta de mim?
- Gosto até onde o mundo acaba!
(Amo Mais Que Pudim De Leite!)
- Quanto você gosta de mim?
- Gosto até onde o mundo acaba!
(Amo Mais Que Pudim De Leite!)
Marcadores:
alegria alegria,
delicious,
oié beibe,
palmas,
sabe assim?,
simples assim,
super,
uhuull
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Travessia
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo de travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa
terça-feira, 3 de agosto de 2010
- Acredito em Anjo!
- Pois é, sou o seu
Soube que anda triste
Que sente falta de alguém
Que não quer amar ninguém.
Por isso estou aqui
Vim cuidar de você
Te proteger, te fazer sorrir
Te entender, te ouvir
E quando estiver cansada
Cantar pra você dormir.
Te colocar sobre as minhas asas
Te apresentar as estrelas do meu céu.
Soube que anda triste
Que sente falta de alguém
Que não quer amar ninguém.
Por isso estou aqui
Vim cuidar de você
Te proteger, te fazer sorrir
Te entender, te ouvir
E quando estiver cansada
Cantar pra você dormir.
Te colocar sobre as minhas asas
Te apresentar as estrelas do meu céu.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Arrivederci!
Eu vou pro mato!
Serene, sozinha...
Silêncio.
Horas e horas e
horas e horas...
Mais que cinco!
Quase dez!
De mato,
de pedra.
Até a mais alta!
Eu vou!
Viver no verde,
violeta,
voar...
Serene, sozinha...
Silêncio.
Horas e horas e
horas e horas...
Mais que cinco!
Quase dez!
De mato,
de pedra.
Até a mais alta!
Eu vou!
Viver no verde,
violeta,
voar...
Marcadores:
alegria alegria,
delicious,
metida a poeta,
palmas,
super,
uhuull
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Pra chuva cair...
Quando criança, nos dias secos, pensava ajudar o sol, que não estava conseguindo evaporar água suficiente para fazer chover, então derretia gelo, numa frigideira.
Via virar água, via virar ar.
Nesses dias chovia.
Chovia chuva potável, já que o gelo de casa era feito com água do filtro.
Via virar água, via virar ar.
Nesses dias chovia.
Chovia chuva potável, já que o gelo de casa era feito com água do filtro.
terça-feira, 6 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Love Song da V de Vozes
Não adianta nem tentar,
me esquecer.
Durante muito tempo em sua vida,
eu vou viver...
Logo eu que te pedi
para que tudo fosse falado entre a gente.
Hoje eu não consegui!
Travei,
ali na sua frente...
Ainda pensei, se fosse falar:
- Nossa! Como suas unhas estão compridas!
Conseguiria sem gaguejar...
Culpa do meu signo, talvez...
Virginianos chatos!
Que estupidez...
Só queria te falar:
- Como eu gosto das suas mãos!
Seus dedos,
suas unhas,
sua textura!
Hoje eu não consegui,
Mas ainda vou te falar!
E não importa se eu gaguejar...
- Como eu gosto das suas mãos!
Detalhes tão pequenos de nós dois...
me esquecer.
Durante muito tempo em sua vida,
eu vou viver...
Logo eu que te pedi
para que tudo fosse falado entre a gente.
Hoje eu não consegui!
Travei,
ali na sua frente...
Ainda pensei, se fosse falar:
- Nossa! Como suas unhas estão compridas!
Conseguiria sem gaguejar...
Culpa do meu signo, talvez...
Virginianos chatos!
Que estupidez...
Só queria te falar:
- Como eu gosto das suas mãos!
Seus dedos,
suas unhas,
sua textura!
Hoje eu não consegui,
Mas ainda vou te falar!
E não importa se eu gaguejar...
- Como eu gosto das suas mãos!
Detalhes tão pequenos de nós dois...
Marcadores:
desafino,
metida a poeta,
palmas,
sabe assim?,
super,
uhuull
Radionovela da V de Vozes
Locutor:
Ao conhecer Arlequim,
Colombina pôs um fim
na relação sólida com Pierrot.
Este, sem entender patavina,
encontra Colombina,
e tenta convencê-la
a não ser tão libertina...
Pierrot:
Colombina,
por favor,
chega de rimar amor com dor!
Colombina:
Ah! Pelamoor!!
É você que me afeta,
pois é péssimo poeta,
não anda de bicicleta,
não gosta de poesia concreta,
reclama da minha bisneta,
e tá precisando fazer dieta...
Pierrot:
Oh, não concubina,
digo, Colombina!
O meu idílio vai terminar em martírio,
o lírio será delírio,
só vou enxergar com colírio,
e o áudio vai terminar em vídeo!
Colombina:
Well well well...
como você é mirim!
você não consegue ser menos previsíwell?
Sei lá... como Arlequim,
um outro níwell,
sabe assim?!
Escrevi o primeiro verso como eu quis...
e ele rimou meu poema com uma palavra xis...
Pierrot:
Mas, oh meu querubim,
como você pode comparar este sujeito chinfrim,
a mim?!
Que você chamava de pim-pim...
Colombina:
Fiz o que bem me aprouve!
"Fui feliz enquanto amor entre nós houve...
Agora serei feliz com um pé de couve!"¹
Pierrot:
Então, vá!
Ingrata!
Alopata!
Pirata!
Vira-lata!
Abstrata!
Burocrata!
Candidata a barata!
Colombina:
Eu hein?!
Está bem!
Neném sem vintém!
Mas também,
porém,
pois me convém,
fique com meu desdém!
Pierrot:
... e com um harém!
Locutor:
Qüém-qüém!
Pierrot:
E você com aquele minduim!
Colombina:
Quem?!
Arlequim?!
Pierrot:
É sim!
Guaxumim!
Pirulim!
Um anão de jardim!
Colombina:
Oh não!
Pobre de mim...
Locutor:
E foi assim,
senhoras e senhores,
que terminou o triste caso da Cafetina que berrou!
Digo, da Colombina com Pierrot!
(Arlequim! Estou com fome! Me traz o capim...)
Ao conhecer Arlequim,
Colombina pôs um fim
na relação sólida com Pierrot.
Este, sem entender patavina,
encontra Colombina,
e tenta convencê-la
a não ser tão libertina...
Pierrot:
Colombina,
por favor,
chega de rimar amor com dor!
Colombina:
Ah! Pelamoor!!
É você que me afeta,
pois é péssimo poeta,
não anda de bicicleta,
não gosta de poesia concreta,
reclama da minha bisneta,
e tá precisando fazer dieta...
Pierrot:
Oh, não concubina,
digo, Colombina!
O meu idílio vai terminar em martírio,
o lírio será delírio,
só vou enxergar com colírio,
e o áudio vai terminar em vídeo!
Colombina:
Well well well...
como você é mirim!
você não consegue ser menos previsíwell?
Sei lá... como Arlequim,
um outro níwell,
sabe assim?!
Escrevi o primeiro verso como eu quis...
e ele rimou meu poema com uma palavra xis...
Pierrot:
Mas, oh meu querubim,
como você pode comparar este sujeito chinfrim,
a mim?!
Que você chamava de pim-pim...
Colombina:
Fiz o que bem me aprouve!
"Fui feliz enquanto amor entre nós houve...
Agora serei feliz com um pé de couve!"¹
Pierrot:
Então, vá!
Ingrata!
Alopata!
Pirata!
Vira-lata!
Abstrata!
Burocrata!
Candidata a barata!
Colombina:
Eu hein?!
Está bem!
Neném sem vintém!
Mas também,
porém,
pois me convém,
fique com meu desdém!
Pierrot:
... e com um harém!
Locutor:
Qüém-qüém!
Pierrot:
E você com aquele minduim!
Colombina:
Quem?!
Arlequim?!
Pierrot:
É sim!
Guaxumim!
Pirulim!
Um anão de jardim!
Colombina:
Oh não!
Pobre de mim...
Locutor:
E foi assim,
senhoras e senhores,
que terminou o triste caso da Cafetina que berrou!
Digo, da Colombina com Pierrot!
(Arlequim! Estou com fome! Me traz o capim...)
¹frase do poeta Chacal
Como Colombina: Nathalia Maria
Como Pierrot: Daniel Minchoni
Como Locutor: o locutor (Fabio Malavoglia)
Paródia de Pierrot e Colombina
Marcadores:
metida a poeta,
palmas,
sabe assim?,
super,
uhuull
segunda-feira, 28 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Invenção do Dia!
Creme de cenoura
Ingredientes:
- cenouras
- sal
- temperos diversos (alecrim, salsinha, pimenta...)
- cebola
- alho
- azeite
Modo de fazer:
Cozinhe as cenouras picadas em uma panela com água e sal.
Em outra panela, doure cebola e alho no azeite.
Bata tudo no liquidificador.
Aos poucos acrescente a água que cozinhou a cenoura, até chegar na textura de creme.
Adicione os temperos e bon appétit!!
Ingredientes:
- cenouras
- sal
- temperos diversos (alecrim, salsinha, pimenta...)
- cebola
- alho
- azeite
Modo de fazer:
Cozinhe as cenouras picadas em uma panela com água e sal.
Em outra panela, doure cebola e alho no azeite.
Bata tudo no liquidificador.
Aos poucos acrescente a água que cozinhou a cenoura, até chegar na textura de creme.
Adicione os temperos e bon appétit!!
Marcadores:
delicious,
humm,
mangia che te fa bene,
super
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Cheia de nhénhénhé
Quero colo,
cafuné.
Massagem
até o pé.
Mesmo
com chulé.
Fique
para o café.
Vai com meu beijo,
até.
cafuné.
Massagem
até o pé.
Mesmo
com chulé.
Fique
para o café.
Vai com meu beijo,
até.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Do riso e do esquecimento do fim
E quando imaginávamos que estava tudo acabado, que amor não mais havia, que tinha ido tudo para as cucuias, que o fogo estava morto como no engenho de Zé Lins, que o amor era apenas uma assombração do Recife Antigo...
Quando já dizíamos, a uma só voz, aquela crônica triste de Paulo Mendes Campos: "Às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba..."
Quando já separávamos, olhos marejados, os livros e os discos...
Quando o Neruda já estava no fundo da caixa de mudança...
Quando mirávamos, no mesmo instante, a nossa foto feliz no porta-retratos...
Quando não tínhamos nem mais ânimo para as clássicas D.R´s - discussões de relação...
Ave, palavra, até o gato, nervoso, sem saber com quem ficaria, quebrava coisas dentro de casa àquela altura.
Estava na cara: aquele feliz casal já era.
O cheiro do fim tomara todos os cômodos, a rua, o quarteirão, o bairro, a cidade, o mundo...
Quando só restava cantar uma música de fossa do Chico... "Aquela aliança você pode empenhar ou derreter..."
Quando só restava a impressão de que eu já vou tarde...
Sim, o quadro era realmente trágico, não se tratava de exagero nosso. Sabe quando resta apenas o silêncio e o descaso?
De tanta inércia, faltava até força para que houvesse a separação física, faltava força para arruma as malas, para ir morar no Lameiro, lá no Crato, ou na casa de um amigo.
Ah, amigo, quer saber quem bateu o ponto final da história do casamento?
Ela, claro, você acha que homem tem coragem para acabar qualquer coisa?
O estranho é que ela não disse, em nenhum momento, que não gostava mais do pobre mancebo. Aquilo me encucava. Porque um homem, como disse o velho Antonio Maria, nunca se conforma em separar-se sem ouvir bem direitinho, no mínimo quinhentas vezes, que a mulher não gosta mais dele, por que e por causa de quem etc etc.
E nesse clima de fim sem fim os dias foram passando... Até que chegou o domingo.
Eu acabara de levantar do amigo sofá, que havia se transformado no meu leito, quando ela passou com uma cara de impaciência e desassossego. Mais que isso: com vontade de matar gente!
Era a cara que fazia quando estava faminta. Sabe mulher que fica louca quando a fome aperta?
Vi aquela cena e cai na gargalhada. A princípio ela estranhou... Mas sacou tudo e danou-se a morrer de rir igualmente. Nos abraçamos e rimos e rimos e rimos e rimos daquilo tudo, rimos da nossa fraqueza em não dar a volta por cima, rimos do nosso silêncio sem sentido, rimos desses casais que se separam logo na primeira crise, rimos da falta de forças para enfrentar os maus bocados, rimos, rimos, rimos...
E um casal que ainda ri junto tem muita lenha verde para gastar na vida e fazer cuscuz com bode. Agora ela está deitada, linda, cheirosa, gostosa, psiu!, silêncio, ela dorme enquanto escrevo essa crônica!
Xico Sá
Quando já dizíamos, a uma só voz, aquela crônica triste de Paulo Mendes Campos: "Às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba..."
Quando já separávamos, olhos marejados, os livros e os discos...
Quando o Neruda já estava no fundo da caixa de mudança...
Quando mirávamos, no mesmo instante, a nossa foto feliz no porta-retratos...
Quando não tínhamos nem mais ânimo para as clássicas D.R´s - discussões de relação...
Ave, palavra, até o gato, nervoso, sem saber com quem ficaria, quebrava coisas dentro de casa àquela altura.
Estava na cara: aquele feliz casal já era.
O cheiro do fim tomara todos os cômodos, a rua, o quarteirão, o bairro, a cidade, o mundo...
Quando só restava cantar uma música de fossa do Chico... "Aquela aliança você pode empenhar ou derreter..."
Quando só restava a impressão de que eu já vou tarde...
Sim, o quadro era realmente trágico, não se tratava de exagero nosso. Sabe quando resta apenas o silêncio e o descaso?
De tanta inércia, faltava até força para que houvesse a separação física, faltava força para arruma as malas, para ir morar no Lameiro, lá no Crato, ou na casa de um amigo.
Ah, amigo, quer saber quem bateu o ponto final da história do casamento?
Ela, claro, você acha que homem tem coragem para acabar qualquer coisa?
O estranho é que ela não disse, em nenhum momento, que não gostava mais do pobre mancebo. Aquilo me encucava. Porque um homem, como disse o velho Antonio Maria, nunca se conforma em separar-se sem ouvir bem direitinho, no mínimo quinhentas vezes, que a mulher não gosta mais dele, por que e por causa de quem etc etc.
E nesse clima de fim sem fim os dias foram passando... Até que chegou o domingo.
Eu acabara de levantar do amigo sofá, que havia se transformado no meu leito, quando ela passou com uma cara de impaciência e desassossego. Mais que isso: com vontade de matar gente!
Era a cara que fazia quando estava faminta. Sabe mulher que fica louca quando a fome aperta?
Vi aquela cena e cai na gargalhada. A princípio ela estranhou... Mas sacou tudo e danou-se a morrer de rir igualmente. Nos abraçamos e rimos e rimos e rimos e rimos daquilo tudo, rimos da nossa fraqueza em não dar a volta por cima, rimos do nosso silêncio sem sentido, rimos desses casais que se separam logo na primeira crise, rimos da falta de forças para enfrentar os maus bocados, rimos, rimos, rimos...
E um casal que ainda ri junto tem muita lenha verde para gastar na vida e fazer cuscuz com bode. Agora ela está deitada, linda, cheirosa, gostosa, psiu!, silêncio, ela dorme enquanto escrevo essa crônica!
Xico Sá
segunda-feira, 14 de junho de 2010
sinestesia
o incenso é de maçã.
o chá é de cidreira.
o gosto é de hortelã.
o cheiro é de pitanga,
ou de bergamota?
mas parece guaraná!
a cor é de jambo,
mas na verdade é damasco!
o som é desafinado,
mas a voz um veludo,
tipo pêssego, não em calda.
mas o que eu gosto mesmo é de manga-rosa!
- maga-rosa dá no pé?
manga-rosa não dá,
nem empresta,
manga-rosa só vejo quando já madurou e caiu,
e quando eu chego pra pegar,
manga-rosa já saiu,
deu no pé!
deixou o cheiro do café.
e o incenso de maçã,
que queimou, queimou, queimou, queimou...
e quando o chá acabou,
ele apagou.
deixou somente o vermelho cereja
nos olhos de tristeza
e a saudade.
o chá é de cidreira.
o gosto é de hortelã.
o cheiro é de pitanga,
ou de bergamota?
mas parece guaraná!
a cor é de jambo,
mas na verdade é damasco!
o som é desafinado,
mas a voz um veludo,
tipo pêssego, não em calda.
mas o que eu gosto mesmo é de manga-rosa!
- maga-rosa dá no pé?
manga-rosa não dá,
nem empresta,
manga-rosa só vejo quando já madurou e caiu,
e quando eu chego pra pegar,
manga-rosa já saiu,
deu no pé!
deixou o cheiro do café.
e o incenso de maçã,
que queimou, queimou, queimou, queimou...
e quando o chá acabou,
ele apagou.
deixou somente o vermelho cereja
nos olhos de tristeza
e a saudade.
(Nathalia Maria e Aislan Munin)
segunda-feira, 7 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)



