terça-feira, 30 de junho de 2009

O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?

Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?
Não sei mais...

águas desnecessárias

'a pior saudade é aquela que não acaba quando se chega perto'

Mas tudo bem...

Mesmo sem te ver
acho até que estou indo bem...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Olá!

Ó lá... lá ó!
Ali!
Oohh la...
Ola.
Lao.
Lao?
Tao,
cao,
pao,
mao,
rao,
fao,
bao,
blao,
bléo,
é?
Ao!
clao,
crao...
Rá! Crao..
Não!
Oooo-Lá.
Olá!
Tchau.

terça-feira, 16 de junho de 2009

encaixe

Quando juntarmos você comigo...
Cordão umbilical e umbigo
A gente vai ser só um
Assim o fizemos.
Um corpo,
Um coração,
O mesmo suor.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

eu tenho uma teoria

no mundo existem 100 pessoas...
todos os outros são figurates!
e quando saem de cena, desaparecem...
pluf!!

terça-feira, 2 de junho de 2009

no frio

foi difícil acordar nessa manhã gelada...
mais difícil dormir sem me esquentar em você.

domingo, 17 de maio de 2009

meu Brasil

Um português de Lisboa viajava à toa e onde já se viu?
remando numa canoa parou, gente boa, cá no Brasil
E viu pelo ar lindos saltos de um povo a pedir um gol
e viu as canções de Elis nas estrelas a se espalhar
de puro arrepio num doido navio do céu andar
os tais vícios e os versos Vinícius sentiu brilhar
e um louco poeta ufanista de vista conhece num bar
e viu Pixinguinha compor as canções que o vento não dá
e todos os loucos profetas da cabala tropical
escrevem seus textos pretextos mais loucos pro carnaval
e viu a gaivota imitando Garrincha a driblar o mar
e viu o olhar de Cartola na bola da lua
as rosas não falam apenas exalam o que faltar
pra que sobre um louco celeiro pro mundo quando acabar
[Oswaldo Montenegro]

quinta-feira, 14 de maio de 2009

É Deus,

parece que vai ser nós dois...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

minha cama, um não-lugar

estava estranho. sim, o meu lugar. impessoal.
mais que estranho, me incomodava.
era um turbilhão. um caos.
a cabeça que não quietava. o coração que não amansava, era uma fera. o ar que não entrava.
as contas. o ano que vem. a arte. o cartão que bloqueou. a cidade. e ele. o trabalho. ai que preguiça. a saudade. a vida. e quando eu pedi que ficasse. e se eu corresse pra onde ele ia e não deixasse que fosse, como seria hoje? a viagem. o banco. por que entendo? por que respeito? por que não enlouqueço? falta pouco. mas e quando acabar? o salário. a solução.
solução? pra quê? pro dinheiro que falta? pra ele? pro trabalho?
não! pra essa noite que entope minhas veias.
calor. frio. calor. frio. calor. frio. água. água. água. água.
agora vai!
que nada...
o que será isso? alguém pode me dizer? ei, deus! o que é isso?
será a cerveja? talvez o gorse... ou falta de oração? tpm! pode ser também...
será tudo numa coisa só. em mim. numa noite interminável.
é quando ouço barulho do chuveiro.
o azul do céu clareia.
ufa!
me sinto exausta. cansada. como se tivesse tomado uma surra.
mas clareou. tudo está menor.
sentada de baixo do sol, sinto o ar enchendo meu peito, minha cabeça descansa, meu coração é leve.
Bom dia.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Você tem medo?

- Deixa eu pensar...
- Não! Não pense... Vamos dançar!
Medo?
Do frio!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Que livro é você?

Pulando de blog em blog nessa 2ªfeira pós-Virada Cultural, que deveria ser feriado para recuperação das minhas pernócas...
Encontrei o teste:
Que livro é você?

Resultado:

"Antologia poética"
(Carlos Drummond de Andrade)
"O primeiro amor passou

O segundo amor passou
O terceiro amor passou
Mas o coração continua".
Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz.
"Antologia poética" (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.

"Morte e vida severina"
(João Cabral de Melo Neto)
Às vezes você tem uma séria vontade de estapear as pessoas, só para fazê-las acordarem e perceberem as injustiças deste mundo. Como podem viver em seus mundinhos banais, quando há quem passe fome e totalmente à margem de qualquer conforto ou assistência? Esta talvez seja a sua maior revolta. Por isso, você tenta fazer a sua parte. Talvez por meio de um trabalho voluntário, participando de movimentos populares ou somente se exaltando em rodas de amigos menos engajados. De qualquer maneira, você consegue de fato comover pessoas com seu discurso apaixonado e, ao mesmo tempo, baseado numa lógica de compaixão e igualdade que ninguém pode negar.
Essa missão é mais do que cumprida pelo belo "Morte e vida severina" (1966), poema dramático escrito pelo pernambucano Melo Neto que se tornou símbolo para uma geração em conflito com as consequências sociais geradas pelo capitalismo selvagem.

Sou (muito) eu!
[pelo menos eu acho...]
Não boto fé nesses trens de testes e tals...
Mas esse eu recomendo super!!
Quem fizer o teste, bora compartilhar o resultado!
Que livro é você?

domingo, 26 de abril de 2009

blá blá blá do principezinho com a raposa

- Que quer dizer "cativar"?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse ele.
- Vou - disse a raposa.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei, sim - disse a raposa - por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu ele, para não se esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa...

[trechos da conversa do Pequeno Príncipe com a raposa
Antoine de Saint-Exupéry ]

quarta-feira, 22 de abril de 2009

o Pretérito é Perfeito?

Bastaria ser imortal para ele.
Aquele amor bastaria.
Satisfazia a fome, o frio, e qualquer vazio ou inconforto.
Bastaria ser pra sempre.
Se não fosse o conflito do futuro do pretério desordenando o presente devido a uma condição.
Uma única condição, fracassada.
Esse tal do 'ria' ou 'rie' depois do radical, com excessão (como em tudo) do dizer, trazer e fazer.
Por que não existe o presente mais-que-perfeito, nem o futuro mais-que-perfeito?
Será mesmo que só o pretérito pode ser mais-que-perfeito?
NOSTALGIA! SAUDOSISMO!
Como o romântico, o poeta pessimista, rodeado de dor e tristeza.
Por que Gonçalves Dias sentiu medo de morrer antes de voltar pra sua terra onde tinha palmeiras e o Sabiá cantava?
Por que Manuel Bandeira quis ir embora pra Passargadá?
Não foi só porque lá é amigo do rei, mas aqui não era feliz.
Aqui é hoje, o lá é indefinido...
O primeiro senso é o medo em seguida a fuga [Fernando Anitelli].
Mas por que o medo? Por que fugir?
Da dor ou de ser feliz?
Sim, afinal ser feliz é correr um risco...
Correr o risco de dar certo.
"A essência da felicidade é não ter medo" [Nietzsche]

domingo, 19 de abril de 2009

todo dia era dia de índio...


... mas agora ele só tem o dia 19 de abril.

sábado, 18 de abril de 2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

mais e mais

"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."

[Clarice Lispector]

Tô super Clarice por esses dias...
ela é sensacionaal!!
Mais dela terá por aqui!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

I just can´t live with


Calo

Um espectro ronda por aí.
E não há nada que ela possa fazer.
Ah se não fosse o jazz...
E se fosse a primeira vez,
certamente enlouqueceria.

Retrato

Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!

[Clarice Lispector]