estava estranho. sim, o meu lugar. impessoal.
mais que estranho, me incomodava.
era um turbilhão. um caos.
a cabeça que não quietava. o coração que não amansava, era uma fera. o ar que não entrava.
as contas. o ano que vem. a arte. o cartão que bloqueou. a cidade. e ele. o trabalho. ai que preguiça. a saudade. a vida. e quando eu pedi que ficasse. e se eu corresse pra onde ele ia e não deixasse que fosse, como seria hoje? a viagem. o banco. por que entendo? por que respeito? por que não enlouqueço? falta pouco. mas e quando acabar? o salário. a solução.
solução? pra quê? pro dinheiro que falta? pra ele? pro trabalho?
não! pra essa noite que entope minhas veias.
calor. frio. calor. frio. calor. frio. água. água. água. água.
agora vai!
que nada...
o que será isso? alguém pode me dizer? ei, deus! o que é isso?
será a cerveja? talvez o gorse... ou falta de oração? tpm! pode ser também...
será tudo numa coisa só. em mim. numa noite interminável.
é quando ouço barulho do chuveiro.
o azul do céu clareia.
ufa!
me sinto exausta. cansada. como se tivesse tomado uma surra.
mas clareou. tudo está menor.
sentada de baixo do sol, sinto o ar enchendo meu peito, minha cabeça descansa, meu coração é leve.
Bom dia.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Que livro é você?
Pulando de blog em blog nessa 2ªfeira pós-Virada Cultural, que deveria ser feriado para recuperação das minhas pernócas...
Encontrei o teste: Que livro é você?
Resultado:
"Antologia poética"
Encontrei o teste: Que livro é você?
Resultado:
"Antologia poética"
(Carlos Drummond de Andrade)
"O primeiro amor passou
O segundo amor passou
O terceiro amor passou
Mas o coração continua".
Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz.
"O primeiro amor passou
O segundo amor passou
O terceiro amor passou
Mas o coração continua".
Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz.
"Antologia poética" (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.
"Morte e vida severina"
"Morte e vida severina"
(João Cabral de Melo Neto)
Às vezes você tem uma séria vontade de estapear as pessoas, só para fazê-las acordarem e perceberem as injustiças deste mundo. Como podem viver em seus mundinhos banais, quando há quem passe fome e totalmente à margem de qualquer conforto ou assistência? Esta talvez seja a sua maior revolta. Por isso, você tenta fazer a sua parte. Talvez por meio de um trabalho voluntário, participando de movimentos populares ou somente se exaltando em rodas de amigos menos engajados. De qualquer maneira, você consegue de fato comover pessoas com seu discurso apaixonado e, ao mesmo tempo, baseado numa lógica de compaixão e igualdade que ninguém pode negar.
Às vezes você tem uma séria vontade de estapear as pessoas, só para fazê-las acordarem e perceberem as injustiças deste mundo. Como podem viver em seus mundinhos banais, quando há quem passe fome e totalmente à margem de qualquer conforto ou assistência? Esta talvez seja a sua maior revolta. Por isso, você tenta fazer a sua parte. Talvez por meio de um trabalho voluntário, participando de movimentos populares ou somente se exaltando em rodas de amigos menos engajados. De qualquer maneira, você consegue de fato comover pessoas com seu discurso apaixonado e, ao mesmo tempo, baseado numa lógica de compaixão e igualdade que ninguém pode negar.
Essa missão é mais do que cumprida pelo belo "Morte e vida severina" (1966), poema dramático escrito pelo pernambucano Melo Neto que se tornou símbolo para uma geração em conflito com as consequências sociais geradas pelo capitalismo selvagem.
Sou (muito) eu!
[pelo menos eu acho...]
Não boto fé nesses trens de testes e tals...
Mas esse eu recomendo super!!
Quem fizer o teste, bora compartilhar o resultado!
Que livro é você?
Sou (muito) eu!
[pelo menos eu acho...]
Não boto fé nesses trens de testes e tals...
Mas esse eu recomendo super!!
Quem fizer o teste, bora compartilhar o resultado!
Que livro é você?
domingo, 26 de abril de 2009
blá blá blá do principezinho com a raposa
- Que quer dizer "cativar"?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse ele.
- Vou - disse a raposa.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei, sim - disse a raposa - por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu ele, para não se esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa...
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse ele.
- Vou - disse a raposa.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei, sim - disse a raposa - por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu ele, para não se esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa...
[trechos da conversa do Pequeno Príncipe com a raposa
Antoine de Saint-Exupéry ]
quarta-feira, 22 de abril de 2009
o Pretérito é Perfeito?
Bastaria ser imortal para ele.
Aquele amor bastaria.
Satisfazia a fome, o frio, e qualquer vazio ou inconforto.
Bastaria ser pra sempre.
Se não fosse o conflito do futuro do pretério desordenando o presente devido a uma condição.
Uma única condição, fracassada.
Esse tal do 'ria' ou 'rie' depois do radical, com excessão (como em tudo) do dizer, trazer e fazer.
Por que não existe o presente mais-que-perfeito, nem o futuro mais-que-perfeito?
Será mesmo que só o pretérito pode ser mais-que-perfeito?
NOSTALGIA! SAUDOSISMO!
Como o romântico, o poeta pessimista, rodeado de dor e tristeza.
Por que Gonçalves Dias sentiu medo de morrer antes de voltar pra sua terra onde tinha palmeiras e o Sabiá cantava?
Por que Manuel Bandeira quis ir embora pra Passargadá?
Não foi só porque lá é amigo do rei, mas aqui não era feliz.
Aqui é hoje, o lá é indefinido...
O primeiro senso é o medo em seguida a fuga [Fernando Anitelli].
Mas por que o medo? Por que fugir?
Da dor ou de ser feliz?
Sim, afinal ser feliz é correr um risco...
Correr o risco de dar certo.
"A essência da felicidade é não ter medo" [Nietzsche]
Aquele amor bastaria.
Satisfazia a fome, o frio, e qualquer vazio ou inconforto.
Bastaria ser pra sempre.
Se não fosse o conflito do futuro do pretério desordenando o presente devido a uma condição.
Uma única condição, fracassada.
Esse tal do 'ria' ou 'rie' depois do radical, com excessão (como em tudo) do dizer, trazer e fazer.
Por que não existe o presente mais-que-perfeito, nem o futuro mais-que-perfeito?
Será mesmo que só o pretérito pode ser mais-que-perfeito?
NOSTALGIA! SAUDOSISMO!
Como o romântico, o poeta pessimista, rodeado de dor e tristeza.
Por que Gonçalves Dias sentiu medo de morrer antes de voltar pra sua terra onde tinha palmeiras e o Sabiá cantava?
Por que Manuel Bandeira quis ir embora pra Passargadá?
Não foi só porque lá é amigo do rei, mas aqui não era feliz.
Aqui é hoje, o lá é indefinido...
O primeiro senso é o medo em seguida a fuga [Fernando Anitelli].
Mas por que o medo? Por que fugir?
Da dor ou de ser feliz?
Sim, afinal ser feliz é correr um risco...
Correr o risco de dar certo.
"A essência da felicidade é não ter medo" [Nietzsche]
domingo, 19 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
mais e mais
"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."
[Clarice Lispector]
Tô super Clarice por esses dias...
[Clarice Lispector]
Tô super Clarice por esses dias...
ela é sensacionaal!!
Mais dela terá por aqui!
Mais dela terá por aqui!
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meu jeito hipérbole,
palmas,
pensamentos soltos,
super
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Calo
Um espectro ronda por aí.
E não há nada que ela possa fazer.
Ah se não fosse o jazz...
E se fosse a primeira vez,
certamente enlouqueceria.
E não há nada que ela possa fazer.
Ah se não fosse o jazz...
E se fosse a primeira vez,
certamente enlouqueceria.
Retrato
Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
[Clarice Lispector]
segunda-feira, 13 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
a-ná e o mar
veio de manhã molhar os pés na primeira onda
abriu os braços devagar e se entregou ao vento
o sol veio avisar que de noite ele seria a lua,
pra poder iluminar a-ná, o céu e o mar
.
sol e vento, dia de casamento
vento e sol, luz apagada no farol
sol e chuva, casamento de viúva
chuva e sol, casamento de espanhol
.
a-ná aproveitava os carinhos do mundo
os quatro elementos de tudo
deitada diante do mar
que apaixonado entregava as conchas mais belas
tesouros de barcos e velas
que o tempo não deixou voltar
.
onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
quem já conseguiu dominar o amor?
por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
porque a gente nunca sabe de quem vai gostar
.
a-ná e o mar... mar e a-ná
histórias que nos contam na cama
antes da gente dormir
.
a-ná e o mar... mar e a-ná
todo sopro que apaga uma chama
reacende o que for pra ficar
.
quando a-ná entra n'água
o sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo
abençoando ondas cada vez mais altas
barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
desse novo amor... a-ná e o mar
abriu os braços devagar e se entregou ao vento
o sol veio avisar que de noite ele seria a lua,
pra poder iluminar a-ná, o céu e o mar
.
sol e vento, dia de casamento
vento e sol, luz apagada no farol
sol e chuva, casamento de viúva
chuva e sol, casamento de espanhol
.
a-ná aproveitava os carinhos do mundo
os quatro elementos de tudo
deitada diante do mar
que apaixonado entregava as conchas mais belas
tesouros de barcos e velas
que o tempo não deixou voltar
.
onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
quem já conseguiu dominar o amor?
por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
porque a gente nunca sabe de quem vai gostar
.
a-ná e o mar... mar e a-ná
histórias que nos contam na cama
antes da gente dormir
.
a-ná e o mar... mar e a-ná
todo sopro que apaga uma chama
reacende o que for pra ficar
.
quando a-ná entra n'água
o sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo
abençoando ondas cada vez mais altas
barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
desse novo amor... a-ná e o mar
O Príncipe
Eu conheci um menino
encantador como um Príncipe.
Com as paixões de um Príncipe,
cabelo de um Príncipe,
vivo como um Príncipe.
Lindo como um Príncipe.
Com voz de Príncipe,
intensidade de Príncipe.
Apaixonante como um Príncipe.
Eu conheci um Príncipe...
Mas o Príncipe tem medo.
E virou sapo.
encantador como um Príncipe.
Com as paixões de um Príncipe,
cabelo de um Príncipe,
vivo como um Príncipe.
Lindo como um Príncipe.
Com voz de Príncipe,
intensidade de Príncipe.
Apaixonante como um Príncipe.
Eu conheci um Príncipe...
Mas o Príncipe tem medo.
E virou sapo.
sábado, 11 de abril de 2009
Pra quê me perfumei?
"... Espero não ter cometido nenhum erro, porque erros se cometem e, justamenente, só são reparados depois, não na hora.
Tantos me esperam, tantos me aguardam, me perguntam e eu pergunto só aos que não me respondem. Passe adiante, amigo! Passe por cima. De lá poderá ver mais de perto o que de longe parecia tão fértil. Se o Jordan e o Jazz não estivessem comigo não sei o que seria de mim. "
Tantos me esperam, tantos me aguardam, me perguntam e eu pergunto só aos que não me respondem. Passe adiante, amigo! Passe por cima. De lá poderá ver mais de perto o que de longe parecia tão fértil. Se o Jordan e o Jazz não estivessem comigo não sei o que seria de mim. "
[Gustavo Piccirillo]
terça-feira, 7 de abril de 2009
e lá de longe...
"Desconhecendo a essência da vida, vivo essencialmente a minha maneira"
Ana tatuou!
Ah se eu lembrasse disso toda vez que as cores se perdessem...
Cabeça de girico! Memória de girico...
Mas hei de lembrar!
Nem que eu tenha que com batom escrever no espelho do banheiro, com caneta na superfície da mão, pôr um lembrete no meu celular... como eu faço com os relatórios que tenho que enviar todo dia 28 do mês, e com a reunião que ficou marcada para 2ª às 10h., com a mensalidade que vence no dia 30...
Afinal, "essencial é viver"...
Ana tatuou!
Ah se eu lembrasse disso toda vez que as cores se perdessem...
Cabeça de girico! Memória de girico...
Mas hei de lembrar!
Nem que eu tenha que com batom escrever no espelho do banheiro, com caneta na superfície da mão, pôr um lembrete no meu celular... como eu faço com os relatórios que tenho que enviar todo dia 28 do mês, e com a reunião que ficou marcada para 2ª às 10h., com a mensalidade que vence no dia 30...
Afinal, "essencial é viver"...
Essencial eh amar.
Eh saber olhar o mais simples sorriso dado.
Eh olhar, acordado, o momento infimo da folha ao cair.
Eh pensar sem pensar e pensar no que dizem.
.
Eh sentir o andar
com os pes em chao de giz
Eh saber correr sem ter preca de ser feliz
E por um triz perder o ar ao vento sentir.
.
Eh gargalhar sem medo
Com medo apenas de ter fim.
Eh abracar sem ter que dizer um A
Apenas dizer que sim.
Eh se entregar!
Eh servir de instrumento
Para os acordes da vida
Eh saber dar vida
A tudo o que estar por vir!
.
Cadu 29.03.2009 22:07
.
[saudades amigo]
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pensamentos soltos,
plágio,
sabe assim?,
saudades,
super
domingo, 5 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
1º de abril
"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor,
A dor que deveras sente."
[Fernando Pessoa]
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor,
A dor que deveras sente."
[Fernando Pessoa]
domingo, 29 de março de 2009
Música de Alegre
-Tata, eu fiz uma música e ela chama: Música de Alegre.
-Canta pra mim!
-Tá! Eu vou escrever ela aqui pra você ó:
cbtosfxsfxfxeqedfegegtgdntghn43rr4g4dwfwghydhikf
o´poytuhikbjkbgvkgjkbjgkjvgfhjvufk jfjvhfhgyf7fyg7f7tr7f6re56d5e56e6w42654e54s34
kkkjbjhgugjgigggigkgkgkgkgtlgolgkgkbkhkbkhkmmmkfkfk
Você tá vendo? Tá escrito: Música-de-Alegre.
-Tô! Mas como canta?
-É assim Tata:
Você me amar pra sempre
Ou se não eu não vou mais ser seu amigo
Ou se não eu vou ser seu amigo pra sempre
Eu vou te dar uma beliscada se você se render
Ou se não eu vou te assustar
Eu vou ser seu amigo
-O que é se render?
-É um negócio que cai a cabeça!
-Canta pra mim!
-Tá! Eu vou escrever ela aqui pra você ó:
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kkkjbjhgugjgigggigkgkgkgkgtlgolgkgkbkhkbkhkmmmkfkfk
Você tá vendo? Tá escrito: Música-de-Alegre.
-Tô! Mas como canta?
-É assim Tata:
Você me amar pra sempre
Ou se não eu não vou mais ser seu amigo
Ou se não eu vou ser seu amigo pra sempre
Eu vou te dar uma beliscada se você se render
Ou se não eu vou te assustar
Eu vou ser seu amigo
-O que é se render?
-É um negócio que cai a cabeça!
sábado, 21 de março de 2009
já quis ser Maria
e com as flores cresci
e decidi que a vida logo me daria tudo
se eu não deixasse que o medo
me apagasse no escuro (...)
ah, e como é bom voar!
Recomendado pelo Fá super querido!
Disse que tem minha cara =)
Brigaduuu!!!!!!
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